A maior dificuldade que identifiquei nos gestores, nesses anos de treinamentos e consultorias, é aceitar que eles não são os únicos capazes de realizar tarefas com sucesso. É por ter esse apego a essas atividades iniciais, que muitos deles não conseguem cumprir prazos, ficam esgotados, estressados, não tiram férias, trabalham até tarde da noite, nos finais de semana, e não têm tempo para a família.

Inquestionavelmente, o empresário só se livrará desses problemas quando delegar para outras pessoas tarefas rotineiras que estão sob sua responsabilidade.

Uma boa proporção de tempo é destinar 80% para a gestão da empresa e 20% para algumas atividades rotineiras que somente ele pode fazer.

Essas tarefas rotineiras da empresa podem ser desde simples atividades — como fazer orçamento, digitar proposta, pagar conta, fazer cotações de preços, atender telefone, usar mídias sociais — a serviços mais complexos, como por exemplo: gerenciar fábrica e financeiro, montar e instalar esquadrias, box, etc.

Outro fator importante na hora de delegar é que, ao escolher o responsável pela tarefa a ser executada, o empresário dê autonomia suficiente e recursos disponíveis para a pessoa executar o combinado.

Também é importante que o “delegado” escolhido seja capacitado para realizar a tarefa, e esteja ciente dos seus limites, ou seja, saiba o que pode e o que não fazer sem consultar o seu superior.

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